UE: novas sanções ao Irã

A União Européia aprovou um novo pacote de sanções econômicas contra o Irã, com o objetivo de pressionar o país a suspender seu projeto de enriquecimento de urânio. As novas medidas congelam completamente os recursos do Banco Melli, a maior instituição financeira iraniana dentro da EU. Na última semana, o Chefe de política externa do bloco, Javier Solana, ofereceu novos incentivos a Teerã, em troca do fim do projeto. No entanto, Solana não obteve resposta. O governo iraniano insiste que seu programa nuclear é inteiramente pacífico e, com isso, desrespeita uma resolução das Nações Unidas que pede a interrupção do plano. (Resumido por Sergio Maia Tavares)

Leia a matéria na íntegra em: BBC News

Afeganistão: Alemanha deve enviar mais soldados

O ministro da Defesa alemão, Franz Josef Jung, afirmou que o país pretende elevar seu número de soldados no Afeganistão. Atualmente, há 3.500 militares alemães em operação. O objetivo é enviar outros mil soldados até o fim do ano. Berlim vem sofrendo pressão da OTAN, especialmente dos EUA, para promover o incremento de seu contingente. Com o aumento, soldados deverão ser redirecionados, do norte para o sul afegão, mais perigoso, para combater os insurgentes talibãs. (Resumido por Sergio Maia Tavares)

Leia a matéria completa em: Reuters

Lavrov critica Ocidente

O ministro das relações exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que EUA e Rússia se respeitavam mais durante o período da guerra fria, confirmando sua insatisfação com  a instalação de um escudo antimísseis no leste europeu Segundo Lavrov, o sistema de defesa seria o avanço da estrutura estratégica norte-americana, embora a justificativa oficail seja a de que a iniciativa visa proteger os aliados dos EUA contra um possível ataque iraniano. Segundo Lavrov, EUA e União Européia deveriam parar com a implementação do escudo antimísseis, a expansão da OTAN, bem como reconsiderar o apoio à declaração unilateral da independência kosovar. (Resumido por Isabela Gama)

Leia a matéria completa em: Kommersant

Japão poderá enviar Força de Auto-Defesa para o Afeganistão

Segundo fontes governamentais, o Japão planeja enviar um equipe formada por funcionários dos ministérios de Defesa e de Relações Exteriores e membros da FAD ao Afeganistão no final de julho para estudar a possibilidade de enviar pessoal da Força de Auto-Defesa (FAD) ao país para auxiliar na reconstrução e para atividades de apoio logístico. O Secretario de Defesa norte-americano Robert Gates acredita em boas expectativas para as atividades da FDA no Afeganistão quando se encontrou com o Ministro da Defesa japonês Shigeru Ishiba. A equipe que será enviada deverá ter acesso as atividades pelas quais se responsabilizará no país, se o Afeganistão pode ser classificado como uma zona sem combate - uma precondição para enviar a FDA - e buscar locais que possam servir como base para o transporte de suprimentos. (Resumido por Letícia Simões)

Leia a matéria completa em: Japan Times

Bush vai a Downing Street

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, vai se encontrar com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, para conversas oficiais sobre o Oriente Médio, a situação do petróleo e a alta de preços de alimentos. Além disso, os líderes vão tratar da pauta do projeto nuclear iraniano. O presidente Bush também encontrará Tony Blair, em seu cargo de enviado para o Oriente Médio. A viagem faz parte do último giro europeu de Bush antes encerrar seu mandato e deixar a Casa Branca. O presidente Bush já se reuniu com a Rainha, em encontro classificado como “informal, entre velhos amigos”. Na sua chegada, o presidente norte-americano foi recebido sob protesto de centenas de opositores à guerra. (Resumido por Sergio Maia Tavares)

Leia a reportagem na íntegra, em: BBC News

China pode exportar água para o Kinmen

O Ministro chinês de Assuntos Econômicos e a Agência de Recursos Aquáticos (WRA) formarão uma força-tarefa especial para estudar a possibilidade de permitir que o Kinmen (arquipélago sob administração da República Popular da China) receba água do continente. O presidente da agência viajou no último final de semana para Kinmen, a pedido do condado, para se encontrar com autoridades locais para que ele possa obter do continente a água necessária. para abastecer o país. As autoridades esperam que o governo central dê sinal verde para que o Kinmen possa importar água da província chinesa Fujian. O Kinmen, que se localiza na costa de Fujian, vem sofrendo com problemas de fornecimento inadequado e baixa qualidade de água em seus reservatórios. (Resumido por Letícia Simões)

Leia a matéria completa em: Taipei Times

UE planeja resposta ao “Não” irlandês

Ministros de Relações Exteriores de países da UE vão se reunir em Luxemburgo para encontrar uma resposta à rejeição do Tratado de Lisboa no referendo irlandês da última semana. 53.4% dos eleitores irlandeses votaram contra o novo Tratado europeu. Com o resultado, a União Européia pressiona a Irlanda em busca de explicações. Contudo, o primeiro-ministro do país, Brian Cowen, afirmou que o bloco deve contribuir para uma solução, não apenas culpar a consulta popular, obrigatória pela Constituição local. A implementação do Tratado depende da aprovação de todos os 27 países-membros. Fontes ligadas à UE defendem que, apesar da derrota, os demais países devam seguir com os processos de ratificação. (Resumido por Sergio Maia Tavares)

Leia a matéria completa de Mark John, P. Taylor, F. Murphy, J. Saul e S. Weeks, em: Reuters

EUA deseja participação de Taiwan em OIs

O funcionário norte-americano Thomas Christensen, Vice-secretário adjunto de Estado para Assuntos do Leste asiático e Pacífico, pediu que a China permita que Taiwan possa participar plenamente de organizações internacionais como resposta as iniciativas do governo do presidente taiwanês Ma Ying-jeou de diminuir as tensões no estreito. Christensen afirmou, antes de um congresso sobre as relações chinesas com a África, que os EUA esperam que as políticas do governo de Ma levem Beijing a adotar uma política mais “expansiva” em relação ao papel de Taiwan na comunidade internacional. Em sua declaração o Vice-secretário adjunto disse que uma dos três objetivos chineses para a África é negar espaço diplomático para Taiwan. Os outros seriam a busca por recursos e por “prestígio”. (Resumido por Letícia Simões)

Leia a matéria completa de Charles Snyder em: Taipei Times

Sarkozy visita Líbano para apoiar governo

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, esteve em breve visita a Beirute na semana passada para demonstrar seu apoio ao recém-eleito governo libanês de Michel Sleiman. Sarkozy se dirigiu a líderes de facções políticas de oposição, pedindo que se unam pela “reconciliação nacional”. A relação entre França e Líbano é longa e de aliança, apesar de seu antigo laço colonial. Historicamente, Paris busca a estabilidade política libanesa. A comitiva de Sarkozy incluiu ainda o primeiro-ministro, o ministro das Relações Exteriores, o ministro da Defesa, além de representantes da oposição. Foi a primeira viagem de um chefe-de-Estado ocidental a Beirute desde a eleição de Sleiman, ocorrida no último mês. “O Presidente Sleiman possui a grande responsabilidade de alcançar a reconciliação nacional e é essencial que todos os partidos libaneses tornem realidade o compromisso de dialogar. O Líbano já sofreu demais”, concluiu Sarkozy. (Resumido por Sergio Maia Tavares)

Leia mais em: CNN Europe

ONU faz apelo quanto a regras de exportação de alimentos

Durante o encontro das Nações Unidas sobre a crise de alimentos, em Roma, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki Moon, pediu que os países abolissem as regras de controle para a exportação de alimentos como uma medida de curto prazo para combater a crise global de alimentos. O pedido das Nações Unidas inclui outras medidas de curto prazo como prover ajuda emergencial de alimentos para países pobres, bem como ações de longo prazo que incluem reconsiderar políticas que encorajem a produção de etanol e biocombustíveis. O Secretário-Geral também solicitou que os países do G-8 contribuam para implementar tais medidas. O plano de ação do encontro promovido pelas Nações Unidas sobre alimentos estipula que as nações deveriam aumentar a assistência alimentar para países pobres além de prover sementes e fertilizantes como medidas de urgência. No entanto, países como a Índia dizem que assegurar alimentos para seus próprios cidadãos é a prioridade máxima e por tal razão estipula-se. (Resumido por Letícia Simões)

Leia a matéria completa de Yoshikazu Shirakawa em: Daily Yomiuri

Austrália investe em áreas rurais da Indonésia

A Agência Australiana para Desenvolvimento Internacional (AusAID) alocou cerca de U$35 milhões para aumentar os ganhos e a produtividade de fazendeiros em quatro províncias da Indonésia oriental. O projeto é parte do programa de parceria Austrália-Indonésia também conhecido como SADI (Smallholder Agribusiness Development Initiative). O foco do programa é melhorar o acesso dos fazendeiros à tecnologia para empresas rurais, melhorar as práticas de negócio e ajudar a eliminar gargalos críticos como acesso ao mercado, gaps financeiros e de infraestrutura. Os fundos serão destinados à promoção eficiente em áreas de rurais de horticultura e de criação de animais. Até agora o programa vem sendo implementado com sucesso através de três instituições: a National Program of People Empowerment (PNPM), o World Bank Group e o Australian Center for International Agricultural Research (ACIAR). (Resumido por Letícia Simões)

Leia a matéria completa em: The Jakarta Post

Novo presidente de Taiwan aponta perigo da diplomacia chinesa

O Novo presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, afirmou esta semana que a rival China precisa deixar que a ilha participe de organizações internacionais ou haverá o risco de que as relações entre ambos piorem. Ma afirmou, em seu primeiro dia como presidente e dois dias depois que a pressão chinesa impediu a oferta de status observador para Taiwan na Assembléia Mundial da Saúde dentro da ONU, que se a China continuar pressionando o país, o povo de Taiwan não terá uma imagem positiva do continente. Desde 1949, Beijing afirma que a ilha faz parte de seu território e já ameaçou declarar guerra caso Taiwan insista em se separar definitivamente. Portanto, a China opõe-se a qualquer ato que indique a busca de soberania por parte de Taipei, incluindo a participação em organizações internacionais. Ma, eleito depois de 8 anos de um governo pró-independência, afirmou ainda que as principais metas de seu governo serão a paz no Estreito de Taiwan e a garantia da segurança da Ilha. (Resumido por Letícia Simões)

Leia a matéria completa em: China Post

China expressa apoio a preocupações ambientais

Pela primeira vez a China expressou seu apoio ao esforço japonês em reduzir as emissões de gases do efeito estufa em um esquema pós-protocolo de Kyoto. O apoio chinês deverá aparecer na declaração conjunta assinada pelos dois países, representados pelo Primeiro-Ministro japonês e pelo Presidente chinês Hu Jintao. A China, maior fonte de emissão de gases estufa entre nações desenvolvidas, iniciará negociações para decidir o arcabouço do pós-protocolo de Kyoto que começará em 2013. Espera-se que tal apoio ao esforço japonês ajude no esforço de construir um consenso sobre medidas contra o aquecimento global a serem expostas na cúpula do G-8 em julho. Na assinatura da declaração conjunta, a China considererá a proposta japonesa como uma importante medida para que se atinja o objetivo da redução da emissão de gases estufa e que tais medidas sejam de fato executados. O Japão oferecerá assistência técnica e financeira para os esforços chineses para a redução de gases estufa. (Resumido por Letícia Simões)

Leia a matéria completa em: Ashi.com

Parlamento britânico discute nova lei anti-terrorismo

O projeto de lei que propõe aumentar o prazo de detenção de suspeitos de terrorismo vem causando consideráveis desgastes ao governo britânico. A aprovação da medida, que eleva de 28 para 42 dias o limite de detenção de suspeitos não acusados, se tornou uma dura batalha parlamentar. Jack Straw, ministro da Justiça britânico, defendeu a polêmica lei, afirmando que “só será utilizada em emergências graves”. Embora não haja consenso sequer dentro do Partido Trabalhista, Straw garantiu que os parlamentares a favor da mudança são maioria e aprovarão o novo texto. Contudo, a vitória não deve ser fácil. O ex-procurador-geral, Lord Goldsmith, condenou o projeto classificando-o como uma “incursão contra as liberdades fundamentais”, o que fortaleceu as restrições à nova lei. A disputa política é tão intensa que houve até especulações sobre o futuro do governo do primeiro-ministro Gordon Brown. (Resumido por Sergio Maia Tavares)

Leia mais em: BBC News

Metas para redução de CO2 ficam para cúpula do G-8

Em encontro realizado no Japão, os ministros do meio ambiente das nações do G-8 decidiram deixar a difícil tarefa de lançar metas específicas para a redução da emissão de gases estufa para o encontro de cúpula de julho, a ser realizado também no Japão. No relatório feito pelo presidente do encontro, os ministros pediram que as nações desenvolvidas estipulem metas para a redução da emissão de gases estufa, afirmando ainda que países em desenvolvimento devem frear suas emissões. O relatório afirma que nações desenvolvidas e em desenvolvimento devem trabalhar para reduzir as emissões globais de gases estufa nos próximos 10 a 20 anos. No entanto, os ministros não incluíram nenhuma meta específica. (Resumido por Letícia Simões)

Leia a matéria completa em: Asahi.com

Indonésia pode deixar a OPEC

O Presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, declarou em rede nacional que vem considerando retirar a Indonésia da OPEP, pois acredita que o país não é mais um exportador líquido de petróleo. Durante o discurso o presidente afirmou que o país precisa concentrar-se em aumentar a produção doméstica de petróleo, que caiu para menos que 1 milhão de barris por dia, enquanto o consumo continua crescendo. A Indonésia é o único país do sudeste da Ásia que faz parte da OPEP, no entanto tem necessidade de importar petróleo para consumo interno devido à baixa nos investimentos na área de exploração e extração de petróleo. Não é a primeira vez que o país pensa em se retirar da OPEP. No passado o governo reconsiderou a permanência no grupo para manter um bom relacionamento com os outros produtores de petróleo, principalmente aqueles do Oriente Médio. (Resumido por Letícia Simões)

Leia a matéria completa em: Taipei Times

Alemanha ratifica Tratado de Lisboa

A Alemanha completou o processo de aprovação do Tratado de Lisboa, que promove importantes reformas no funcionamento da União Européia. O documento conquistou sem dificuldades a maioria necessária de dois terços na votação da Bundesrat, a Câmara Alta do parlamento alemão, composto por representantes das 16 regiões administrativas do país. No mês passado, o Tratado de Lisboa já fora votado e aprovado pela Câmara Baixa daquele legislativo. Até o momento, mais da metade dos Estados-membros do bloco dos 27 transformou o Acordo em lei, na nova fase da integração européia. (Resumido por Sergio Maia Tavares)

Leia a matéria completa em: BBC Europe

II Encontro da Associação Brasileira de Estudos da Defesa

A Associação Brasileira de Estudos da Defesa, ABED, estará realizando, entre os próximos dias 15 e 19 de julho deste ano, o seu Segundo Encontro Nacional no Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade Federal Fluminense. Os interessados podem ainda enviar suas propostas para a sessões temáticas até o dia 31 de maio deste ano para a Comissão de Recepção no endereço eletrônico abed@vm.uff.br.

Maiores informações podem ser obtidas nos sites www.uff.br/pgcp/abed.html   e  www.arqanalagoa.ufscar.br/abed/default/asp.

G-8, Índia e China farão encontro energético

Fontes afirmam que os países do G-8, além da China, da Índia e da Coréia do Sul, participarão do Encontro de Ministros de Energia, no início de Junho no Japão, um mês antes do encontro do G-8, que se realizará no mesmo país. Tais países se reunirão para elaborarem uma declaração conjunta que propõe metas voluntárias e planos de ação para economizar energia e aumentar o uso de energia limpa, como a energia eólica. Os ministros de energia desses países planejam realizar a declaração conjunta, que refletirá no encontro oficial do G-8, no dia 8 de junho. Será o primeiro encontro onde os maiores consumidores de energia, incluindo China e índia, concordarão com os esforços para economizar energia. Os países envolvidos nessa conversação deverão concordar com a redação de planos de ação e metas que tenham como meta a utilização de energia limpa. No entanto, não está claro se estas nações serão a favor da introdução das metas específicas para o setor industrial para melhorar a eficiência energética propostas pelo Japão. (Resumido por Letícia Simões)

Leia a matéria completa em: Daily Yomiuri

Itália: centenas de imigrantes presos

A Polícia italiana deteve centenas de pessoas, nas áreas urbanas mais importantes do país, acusando-as de imigração ilegal. A medida confirma os planos do novo governo conservador de Silvio Berlusconi de extinguir o crime organizado, associado à imigração. Aproximadamente 400 suspeitos foram presos, dentre os quais 180 por roubo ou prostituição e 92 por tráfico de drogas. “A varredura anti-imigrantes foi positiva, pois é o que a população pede”, exclamou Umberto Bossi, ministro das Reformas Institucionais. “Nosso povo pede por segurança e nós temos que atender”, acrescentou. Há uma estimativa de que 670 mil imigrantes estejam ilegais na Itália. (Resumido por Sergio Maia Tavares)

Leia a cobertura completa de Elisabeth Rosenthal, em: The New York Times - Europe

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